Não me refiro à banda que conheceu grande sucesso nos anos 70/80...
Os dias em Boston foram de algum frio, muitos passeios e com a famosa Maratona pelo meio. E quando digo "pelo meio" é literalmente pelo meio...
A cidade impressiona pela organização, calma e limpeza... A zona onde a F. está, é uma zona residencial, perto de Harvard e fora do centro da cidade.
A chegada a Boston pode ser logo indicativa do que pode correr mal. São apenas dois aspectos, mas que dificultam a vida para quem não tem transporte próprio. ´
Primeiro o metro... Chamar metro a uma composição parecida aos nossos antigos eléctricos é um abuso. O problema começa por levar uma malorra cheia e pesada e ter de subir vários degraus com o condutor a fazer pressão para nos despacharmos (em NY chagámos a ter uma condutora histérica a gritar pelo altifalante "Release my doors"!!!). É claro que antes disso passam 10 composições a dizer "No Service" e, espante-se, com algumas pessoas lá dentro!
Depois os taxis... Encontrar um taxi conduzido por um tipo que fale inlgês sem pronuncia paquistanesa, indiana ou africana é praticamente impossível. Até aí, o problema não é grave... Mau mesmo é ir a entrar no taxi e não nos deixarem antes de dizermos para onde queremos ir! Aeroporto não é opção para estes tipos! O regresso a Portugal chegou a ser ridiculo... A F. teve de se pôr numa esquina sem eu estar à vista com as malas para arranjarmos uma gaita de um taxi!
Reservo as fotos da cidade para o próximo post... isto porque em 10 dias tirei cerca de 1000 fotos (4Gigas de espaço) e ainda não fiz a selecção! Consequência de experimentações e do entusiasmo de uma máquina nova... igual à outra.
...fez 6 anos. Não consegui ir à festa de aniversário!
Parafraseando a conversa de pais e avós: parece que foi ontem! Parece que foi ontem que esperava ansiosamente um telefonema a dizer que tinha corrido tudo bem. Parece que foi ontem que fui a 100 à hora para a Cruz Vermelha para ver O Primeiro Bébé!
Qualquer dia a festa é numa discoteca da moda e eu não sou convidado!
É dificil saber como começar a descrever uma viagem que inlcui Boston e Nova Iorque... foram 10 dias passados a um ritmo alucinante, na tentativa de ver tudo o que era possivel nestas duas cidades de dimensão em nada comparável com a realidade europeia.
O mais fácil é mesmo começar pela viagem. Partida de Lisboa pela manhã. Destino: Boston. Escala de 5 horas (!!) em Heathrow, Londres... O que se faz num aeroporto com uma escala de 5 horas? Compras... no meu caso, CD's e DVD's. Começou logo ai a desgraça.
A viagem Londres-Boston foi relativamente tranquila. Graças ao sistema de entretenimento da British Airways, foi-me possivel ignorar o avião completamente lotado de finalistas de liceu que resolveram ir festejar para a Europa e estavam agora de regresso. Pelo meio ainda houve putos a perderem o cartão de embarque, chamada de agentes da alfandega por tentativa de transporte de álcool para bordo e muitas miudas a chorarem compulsivamente!
A bordo, a lista de filmes era extensa... Depois de em Heathrow ter estado com um CD dos Joy Division na mão, optei por ver o Control. Muito bom! Escusado será dizer que a escala de volta a Portugal, serviu precisamente para ir buscar o tal CD que ficou na prateleira aquando da ida!
Mais de 15 horas depois de ter partido de Lisboa, chegava a Boston! Exausto, mas contente por estar em Beacon Place!
Ainda não é hoje que tenho tempo de escrever sobre as férias. Anda tudo louco aqui no trabalho!
Em forma de resumo: "Chicago" na Broadway, Steve Wilson num concerto de jazz no Village Vanguard, compra de CD's no Borders e em Londres, actuações no metro...