quinta-feira, 21 de maio de 2009

O Manneken Pis de NY

Frequentemente digo que o monumento que mais me desiludiu foi o Manneken Pis em Bruxelas. É triste quando o "maior" monumento de um país fica numa esquina apertada e mede apenas 30 cm... É de tal maneira ridiculo que eu só dei conta de estar ao lado do boneco porque vi um grupo de japonocas com as máquinas todas voltadas para um local (mesmo estando previamente avisado de que estava próximo do local e que me ia rir com o que ia ver)!

Serve esta introdução para dizer que a sensação é mais ou menos a mesma com a estátua da Liberdade. Habituados aos grande e largos planos nos filmes Hollywoodescos, a decepção acaba por surgir... E deve ser ainda mais decepcionante para algumas pessoas que não devem ter zoom nas suas máquinas fotográficas.

Vejamos... a estátua mede cerca de 40 metros (90 com o pedestal). O nosso Cristo Rei, mede 86 metros também com pedestal. Tendo em conta que o cenário por detrás da estátua da liberdade é constituido pelos arranha-céus de Manhattan, sentir-me-ia tentado a pedir de volta o dinheiro da viagem do ferry (não fosse a viagem de borla, claro!).

Mas admito: apesar da dimensão, não deixa de ser uma emoção ver este monumento conhecido à escala planetária!







A vista sobre Manhattan:

terça-feira, 19 de maio de 2009

NYC I

Finalmente Nova Iorque! Não consigo descrever muito bem a primeira sensação ao sair da Penn Station e encontrar toda a agitação da cidade no meio de construções gigantescas...

O que me fica de NY é a sensação de como uma pessoa facilmente perde a sua "identidade". Entra-se num mundo gigantesco, onde convivem milhões de pessoas, que, apesar de simpáticas e de fazerem perguntas, parecem excessivamente centradas na cidade onde vivem. Parece que não existe mais nada... "De onde vêm?" perguntam alguns... Portugal, respondemos nós para depois vermos uma expressão de completa ignorância e indiferença sobre onde fica esse país (ou será cidade)?

O sentimento de segurança apenas era posto em causa nos transportes... Não por medo de ser assaltado, mas porque existe de facto gente estranha que está literalmente "passada da cabeça". Num momento está tudo calmo, como logo de seguida temos uma senhora de idade a gritar palavrões contra um grupo de miúdos que estava na galhofa! Dá sempre aquela ideia que se está a um passo de ver a velhota a sacar de uma metralhadora... De resto, passeia-se tranquilamente, de dia e de noite.

Depois há situações que mostram como NY é de facto uma cidade única. Um dia despejei as minha moedas no saco de guitarra de um tipo que tocava no metro. Um ou dois dias depois, na mesma estação, encontro o mesmo tipo e recebo um sorriso, um aceno de cabeça e um "Hi!" facilmente entendivel como sinal de reconhecimento... Como é possível? Devem ter passado uns milhares de pessoas pela estação...

Ficam aqui algumas fotos.

Iron building (perto do nosso "magnifico" hotel):



Rockefeller center (onde estão os meus "bosses" americanos):



Momento único: uma avenida de NY sem trânsito!



Os famosos yellow cabs (os antigos já não se vêem):



Grand Central Station:



Momentos de descanso no MoMA e no Starbucks:





Parte do Chrysler Building:

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Taxi da Morte para um Jeitoso

Esta estava incluída no post das bandas com nomes esquisitos...

Pois bem! A minha estadia em Boston rendeu um CD dos Death Cab for Cutie e bem pode ser a banda sonora da viagem.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

O Timbaland chegou ao Grunge!

Há tipos que conseguem surpreender pela negativa.

Tenho os álbuns todos dos Soundgarden (a par de Faith No More, era a minha "Super-Banda), gosto de Audioslave, Temple of the Dog e até tenho o primeiro álbum de Chris Cornell. Eis a surpresa quando leio que o mais recente trabalho a solo deste homem é em colaboração do Timbaland... Medo... Muito medo!

É claro que o antes era assim...



...agora é uma versão "a-la-Maquina-Timbaland-entra-porco-sai-chouriço-igual-aos-One-Republic"...

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Mais viagens

Na onda das viagens, já tinha dito que associava vários destes momentos a determinadas músicas.

Há precisamente dois anos fiz Bélgica e Holanda de carro, ao som destes tipos:



Um bocado lamechas e tal... também tenho direito a estes momentos!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Boston III

Já tinha aqui referido que a minha estadia em Boston coincidiu com a realização da famosa maratona que ocorre nesta cidade.



São mais de 26 mil participantes o que faz com a organização seja brutal e os condicionalismos de circulação na cidade sejam enormes.

No dia da Maratona, a F. tinha um compromisso na Univerdidade pelo que me aventurei sozinho... Como acabaríamos por descobrir mais tarde, a corrida divide literalmente a cidade a meio e as possibilidades de passar para o outro lado são muito limitadas. O problema é ainda maior quando eu estou numa metade e a F. está no lado oposto!

O que mais me impressionou nesta prova foi o constante apoio do público... Tenho ideia que o "tuga" espera pela chegada das estrelas e rapidamente dispersa do local. Estive cerca de 2 horas a assistir e o apoio foi constante, mesmo muito tempo depois da chegada dos atletas profissionais. Bastava alguém mostrar sinais de cansaço ou dor para as pessoas começarem a incitar ainda mais forte: "You can do it, man! Go, Go, Go..."

Os que tinham forças, levantavam os braços a pedir ainda mais incitamento ao público... Aí a "casa quase vinha abaixo"!!

Particularmente emocionante foi a passagem de elementos militares... não cheguei a perceber que distância percorreram, mas mais uma vez foi visivel (e audível) o patriotismo desta gente!



Há também momentos de descontracção... como ver o Capitão América no meio da prova!



Este foi um dia perdido para fazer turismo e circular na cidade. Mas foi ilustrativo de como se podem comportar os Norte Americanos naquilo que podem ter de melhor.

O resto dos dias em Boston foram tranquilos... muito frios mas muito tranquilos.









Boston vista ao longe (no metro):



Americanices:

terça-feira, 12 de maio de 2009

Boston II

A História mais siginificativa de Boston está ligada à revolução e independência dos EUA face aos ingleses. Para assinalar os 16 locais mais significativos deste acontecimento, foi criado o Freedom Trail: uma linha de 4km de tijolo vermelho que liga estes locais.



Convém dizer que parte deste caminho é constituído por cemitérios. Chamem-me esquisito, mas tirar fotos destes locais não é do meu feitio.

Depois há o lado turistico mais "espalhafatoso", como as visitas nas viaturas hibridas que tanto circulam pela cidade como pelo rio Charles. As cores são no minimo de um gosto duvidoso... deve ser para serem facilmente reconhecidos e não sermos atropelados no caminho!



É triste quando facilmente se faz o percurso histórico de uma cidade. Depois vem a futilidade... E há muita nos "States"!!!! Boston também foi palco de algumas conhecidas séries de TV... a começar pelo conhecido Cheers (Where everybody knows your name!). Dois mitos desfeitos: não sabiam o meu nome (!!!) e o interior do bar não é, nem de perto nem de longe, parecido com o bar da série.



A segunda série facilmente conotada com Boston é Ally McBeal. Perto da State House encontrámos o "suposto" escritório de advogados.



A parte "cultural" da estadia em Boston acaba aqui! Tenho ideia de que qualquer aldeiazita do nosso Portugal (tipo Santa Vitória do Ameixial!!) tem mais História do que qualquer cidade dos States... No entanto, a minha opinião é que Boston não deixa de ser uma cidade interessante e organizada para se viver!